origem das coisas
A Origem das Coisas

Quando, Onde, Como, Por Quem…

 
   

O papel higiénico é algo tão comum, que qualquer pessoa o vê e usa todos os dias sem sequer pensar quando, onde e quem o criou.

A sua origem remonta ao século II a.C.. Os primeiros escritores chineses, entre os quais Yan Zhitui, mencionaram o papel higiénico, nas suas obras, por volta de 589 a.C.. Em 851 A.C., sabe-se que um viajante muçulmano viajando pela China referiu-se à higiene das pessoas, mencionando o uso de papel em vez de água.

Sabe-se que dez milhões de rolos de papel higiénico foram fabricados por ano na dinastia Yuan. Cada rolo tinha aproximadamente mil a dez mil folhas de papel higiénico. Outra produção em massa foi registada durante a dinastia Ming, verificando-se que mais de 700.000 folhas foram fabricadas. Claro que toda a produção era para uso exclusivo da corte imperial. Pode-se assim considerar os chineses como os inventores do uso do papel para a higiene pessoal.

Já o inventor do papel higiénico da era moderna foi o nova-iorquino Joseph Gayetty, que em 1857 criou o primeiro papel higiénico de que se tem notícia e que era referido, na altura, como sendo “um produto completamente puro para sua higiene”. O papel de Gayetty era feito em folhas de papel manilha, sem branquear e com a marca d’água de seu criador. No entanto, devido à falta de investimento no marketing do produto, o mesmo não conseguiu grande sucesso comercial.

Joseph C. Gayetty

Só mais tarde, em 1879, é que a empresa Scott Paper Company, sediada em Filadélfia, começa a produzir os primeiros rolos de papel higiénico. Os irmãos Edward e Clarence Scott conseguiram êxito através de campanhas publicitárias agressivas e eficazes junto do mercado. Foi assim que o seu uso se tornou habitual junto da população.

Uma das características do papel higiénico é a sua composição em relação aos outros papeis. Na verdade, ele é feito de forma a decompor-se quando lançado numa fossa séptica.

Hoje em dia existe uma oferta diversa deste produto, cujas diferenças se manifestam pela qualidade do papel, a folha dupla, o aroma perfumado, as folhas suaves, etc.

Não há qualquer problema em comprar grandes quantidades de papel higiénico, uma vez que ele dificilmente se estraga, desde que conservado num local sem humidade.

 

2 Responses so far.

  1. […] Fonte: http://origemdascoisas.com/a-origem-do-papel-higienico/ […]

    • Carlos Eduardo Penedo diz:

      Acho interessante a forma em que as pessoas deste mundo atualizado, antenado, globalizado, atribuem o uso do papel higiênico como utensílio de higiene pessoal. Como poderia se assim? sendo que o seu uso é deturpado e mal aplicado.
      Não que eu tenha algo contra o produto, mas tenho reservas quanto a sua má utilização. Chega a ser um contraste muito grande quando se refere a higiene, pois o ser humano ao acordar, lava o seu rosto, ao se alimentar, antes lava a sua mão,e ao manipular algo relativamente sujo, lava a suas nãos, mas ao ir ao banheiro e fazer as suas necessidades fisiológicas não exitam em usar o papel higiênico para “limpar”, ou porque não dizendo melhor: se sujar!
      Posso então afirmar que o papel higiênico deveria se chamar: Papel anti higiênico!