origem das coisas
A Origem das Coisas

Quando, Onde, Como, Por Quem…

 
   

De acordo com um estudo genético realizado e posteriormente publicado na revista Science, o gato doméstico é descendente do Felis Silvestris Lybica, o qual nasceu do cruzamento entre cinco espécies selvagens distintas, ocorrido há mais de 100 mil anos. Os cientistas envolvidos nesta pesquisa descobriram gatos selvagens com DNA idêntico ao dos gatos domésticos, em Israel, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita.

O estudo concluiu que apesar da árvore genealógica dos gatos domésticos indicar a origem em cinco tipos de felino selvagens, tal não significa que este animal foi domesticado cinco vezes.

Existem indícios de que o ancestral do actual gato doméstico tenha sido domesticado uma vez e posteriormente se tenha cruzado com outros gatos selvagens. Assim, tudo indica que a mudança da vida selvagem para a actual foi algo progressivo no tempo e que deverá ter sido uma experiência de adaptação notável, considerando que os felinos são sobejamente conhecidos pela sua natureza feroz e letal.

A domesticação do gato pelos humanos apenas começou há cerca de 10 a 12 mil anos atrás, mais precisamente quando os agricultores começaram a cultivar as primeiras variedades de cereais. É sabido que cereais atraem roedores e que os felinos são os melhores caçadores que a natureza criou. Conclui-se, portanto, que a adaptação dos gatos à caça dos roedores que invadiam os locais de armazenamento dos cereais foi uma evolução nascida da necessidade humana.

A importância dos gatos foi tal que o povo egípcio os considerava sagrados. Esses animais eram tão venerados que existiam leis a proibir que os gatos fossem levados para fora do Egipto. Quem fosse apanhado a traficar um gato era punido com a pena de morte e quem matasse um gato recebia pena igual. Inclusivé quando um gato morria de morte natural era mumificado e os seus donos eram obrigados a usar trajes de luto.

Bastet - Deusa egípcia da fertilidade e divindade solar

Apesar de todas as proibições, acredita-se que terá sido o povo Fenício a levar os gatos nas suas embarcações para a Europa, por volta de 900 a.C., mais precisamente para Itália.

Quando os romanos invadiram o Egipto, os gatos começaram a acompanhar os exércitos introduzindo-se assim por toda a Europa. Foi assim que chegaram à Inglaterra onde o príncipe de Gales promulgou várias leis de protecção a este pequeno animal. Uma das mais curiosas era a lei que determinava que a pena para quem matasse um gato era paga em trigo, da seguinte forma: o gato morto era segurado pela cauda na vertical, ficando com o focinho junto ao chão e era deitado trigo sobre ele até que a ponta da cauda ficasse coberta.

Os gatos foram, durante muito tempo, acolhidos pelos humanos como um excelente animal doméstico, apreciado pela sua beleza e habilidade em caçar roedores. Aliás essa sua habilidade foi muito usada no combate aos ratos, enquanto transmissores da Peste Bubônica.

Apesar disso, nem todos os tempos foram bons para os gatos. Durante a Idade Média surgiram vários cultos que eram considerados demoníacos e hereges. Como os gatos faziam parte desses cultos, passaram a ser vistos como seres ligados ao demónio e às bruxarias, principalmente os de cor preta. Qualquer pessoa que fosse que fosse vista a ajudar um gato arriscava-se a ser acusada de ser bruxa e a ser torturada e queimada viva.

Esta mentalidade custou a vida a centenas de milhares de gatos, que foram cruelmente perseguidos, capturados e queimados em fogueiras. Foi o período da história em que ocorreu o maior decréscimo na população de gatos.

Foi também desta onda de perseguição que nasceram as superstições relacionadas com gatos, que subsistiram até ao final do século XVIII, tal como a superstição de que passar por um gato preto dá azar. Felizmente este preconceito diminuiu e durante o século XIX os gatos recuperaram a sua aceitação no seio da população.

Actualmente os gatos são o animal doméstico mais popular em todo o mundo, fazendo companhia à população de quase todas as culturas e continuando a ser utilizados pelos agricultores como um meio barato e altamente eficaz de controlar a população de determinados roedores.

One Response so far.

  1. sandra goncalves diz:

    como sempre, esse período idade media é uma desgraça e mais desgraça ainda essa religião que não tem nada de católica, alias se deus existisse mesmo e fosse poderoso jamais deixaria esses seres desumanos matarem o que ele criou.
    assassinos covardes que mataram usando o nome de deus.