origem das coisas
A Origem das Coisas

Quando, Onde, Como, Por Quem…

 
   

Durante séculos tanto homens como mulheres usaram as mais diversas formas para evitar uma gravidez, sendo que algumas hoje em dia seriam consideradas completamente absurdas. Desde excrementos de crocodilo (que tem um PH alcalino) até ao uso de gengibre, quase tudo foi experimentado e quase sempre sem sucesso relevante.

O caminho até se chegar aos actuais preservativos foi longo e recheado de abordagens diferentes, conforme a época e cultura do povo que as criou.

Pelo ano de 1300 a.C. os egípcios envolviam o pénis num invólucro feito de linho, pele e materiais vegetais.

Por sua vez, os romanos, lá pelo século II a.C., utilizavam invólucros feitos a partir de intestinos de cordeiro e bexigas de cabra para se protegerem de doenças sexualmente transmissíveis. Os romanos tinham a forte crença de que essas doenças eram castigos lançados por Vénus, a deusa do amor.

E foi precisamente a grande disseminação das doenças venéreas durante a Idade Média que promoveu uma maior investigação num método mais eficaz de protecção.

Assim, em 1564, o italiano Gabrielle Falloppio, que era anatomista e cirurgião, concebeu um forro de linho que era embebido em ervas e colocado sobre o pénis dos seus pacientes para protecção das temidas doenças venéreas. O êxito deste método foi razoável pois não só protegia a saúde como impedia a gravidez.

Em Inglaterra, no século XVII, o rei Carlos II já era pai de um número crescente de filhos ilegítimos e o seu médico, Dr. Quondam, alarmado com a situação, criou um protector feito de intestino de cordeiro e lubrificado com óleo de amêndoas. Apesar do incómodo que o sistema de ajuste causava, pois era feito com um laço, o dispositivo teve um enorme sucesso, ao ponto do nome do médico ter ficado para sempre ligado ao nome do preservativo em inglês (condom).

Em 1700, o sistema criado pelo Dr. Quondam começou a ser produzido com intestino de peixe, de carneiro e de outros animais com o objectivo de o tornar mais fino e menos incómodo no seu uso.

No início do século XVIII, aparece em Londres a primeira loja de preservativos, que tinha a particularidade de serem feitos com aromatizantes florais e apenas sob encomenda.

Em 1839 começa a transição dos preservativos feitos de tripa de animais para os preservativos feitos de borracha. Foi neste ano que Charles Goodyear, um inventor americano, descobriu o processo de vulcanização da borracha tornando-a flexível à temperatura ambiente.

Mas este novo tipo de preservativos padecia de diversos problemas: eram pouco aderentes, irregulares e especialmente caros, o que fazia com que fossem lavados e reutilizados diversas vezes.

Com a criação do preservativo de látex, ocorrida nos Estados Unidos,  o conforto da sua utilização superou todas as desvantagens dos preservativos de borracha.

A utilização do preservativo apenas decresceu a partir de 1960 com a utilização da pílula anticoncepcional, tendo recuperado desse decréscimo com o aparecimento da SIDA na década de 80.

Actualmente os preservativos estão dotados de ergonomia, são lubrificados e existem em vários tamanhos, sensibilidades, cores e até sabores, para além de serem a forma mais segura de protecção contra as doenças sexualmente transmissíveis.